#PraCegoVer: Imagem ilustrativa com um laço vermelho em um fundo branco, símbolo representativo da luta contra a AIDS.

Hoje, 01 de dezembro é celebrado o Dia Internacional de Combate à AIDS. Criado no final dos anos 80 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), esse dia tem como finalidade conscientizar e desmistificar o entendimento das pessoas sobre a doença. Para Sílvia Almeida, consultora da UNAIDS, ativista e, como ela mesma se denomina, mulher vivendo com HIV, “ainda existe bastante preconceito que é gerado pelo desconhecimento das pessoas. Elas até sabem o que é, sabem como é transmitida a doença, mas ainda tem um tabu por ser uma IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis)”, afirma.

Esse mesmo tabu que vemos na sociedade, reflete-se em algumas empresas. O ambiente de trabalho deve ser um local de acolhimento e ajuda aos funcionários que vivem com o vírus. Para a Dra. Daniela Bortman, presidente da Comissão Técnica de Inclusão e Diversidade da ANAMT (Associação Nacional de Medicina do Trabalho) e médica do trabalho na Monsanto, “a falta de informação segrega”. Diz, ainda, que “a pessoa precisa de apoio da empresa para seguir com os tratamentos, levar uma vida normal como qualquer outra. Tanto os médicos do trabalho quanto os corporativos precisam enxergar que o potencial dessas pessoas pode não estar abalado por conta da doença ou de uma sequela. Muito pelo contrário, ainda que ela exista, geralmente existe um potencial enorme”.

A dra. Daniela complementa que “todos os trabalhadores possuem um conjunto de características e ter uma doença incurável, como é o caso da AIDS, representa só mais uma característica entre tantas.  Muitas vezes, até por essas dificuldades, essas pessoas desenvolvam maior resiliência e comprometimento com a empresa”.

Existem algumas ações que podem ser feitas nas empresas para aumentar a conscientização em relação ao HIV e AIDS. Segundo Sílvia Almeida, fazer oficinas sobre mitos e verdades, aproximar-se de ONGs, fazer campanhas internas, programas de aconselhamento, testagem e treinamentos com RH, médicos do trabalho e profissionais da saúde são alguns exemplos. “Temos que envolver os presidentes e executivos, assim como acontece no Fórum de Empresas e Direitos LGBT+. O empresariado pode ajudar muito o Brasil em relação a esse assunto”, reforça a consultora.

É valido lembrar, segundo especialistas, que um indivíduo portador do vírus HIV, pode não ter AIDS, considerado um estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. Uma pessoa que é diagnosticada com o vírus da AIDS, o HIV, é chamada de soropositivo fazendo o tratamento de forma correta pode ter uma boa qualidade de vida.

O relatório da UNAIDS, Acabando com a AIDS: progresso ruma às metas 90-90-90, mostra que 53% das pessoas que vivem com HIV no mundo tem agora acesso ao tratamento do HIV. Além disso, as mortes relacionadas à AIDS caíram quase pela metade desde 2005.

Clique aqui e verifique as recomendações sobre HIV e a AIDS e o Mundo do Trabalho, desenvolvida pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Publicado em: 01/12/2017.

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