Mais empresas estão percebendo que o apoio a diversidade é mais que uma obrigação moral, também pode ser parte importante de um modelo de negócio. Esse desenvolvimento é recente, mas veio para ficar.

#ParaCegoVer: imagem ilustrativa mostra grupo de pessoas em roda, estendendo as mãos em direção ao centro.

Nos últimos anos, inúmeras pesquisas internacionais vêm indicando os impactos positivos que um ambiente de trabalho aberto e inclusivo pode causar na produtividade das empresas e no desenvolvimento econômico das nações.

Não poderia ser diferente, somente no Brasil, estima-se que existam mais de 20 milhões de pessoas – quase o dobro da população de São Paulo – na comunidade LGBT. Globalmente, segundo a consultoria inglesa LGBT Capital, o poder de compra desse grupo de pessoas movimentaria algo como US$ 3,7 trilhões por ano – mais do que o PIB de todo o Brasil.

Um estudo do banco de investimentos Credit Suisse, mostra que aquelas que trabalham com políticas globais para o público LGBT registraram um crescimento no lucro 6,5% maior, nos últimos seis anos, quando comparado ao de concorrentes que desprezam a diversidade.

Com informação e organização, esse público tem se tornado mais exigente com as empresas e se mobilizado para lutar e expor casos de discriminação. Graças a isso, empresas internacionais que não se ocupavam dessa questão tem se juntado a outras que historicamente se dedicam a causas sociais.

Independente das razões, o resultado se reflete na sociedade como um todo e se reflete em políticas públicas ajuda a transformar mentalidades.

Ainda existe muito para ser feito, mas a parceria entre os setores público e privado, o respaldo e a vigilância de grupos organizados, o respeito e apoio de aliados da causa, e os resultados inegáveis, pode nos deixar esperançosos por um futuro cada vez melhor.

 

Fonte: Isto É – Dinheiro

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