• Keka Barbosa

O Orgulho LGBTI+ não deve ser limitado ao mês de Junho.


Artigo por Carol Prado


Todos os anos, em 1º de junho, as redes sociais se transformam em uma mistura de arco-íris, purpurina e celebração. As empresas adotam em seus logotipos a bandeira do Orgulho, e os anúncios apresentam um elenco diversificado e interseccional - provando que também apoiam a comunidade LGBTI+.


O Orgulho é celebrado em junho, pois marca a manifestação de Stonewall que começou na madrugada de 28 de junho de 1969, em Greenwich Village, localizado no distrito de Manhattan, em Nova York. Mas o que acontecerá assim que terminar junho? Algumas empresas, algumas vezes, desaparecem e hibernam pelos próximos 11 meses.

Contudo, é importante destacar que as práticas inclusivas e de diversidade não devem se restringir à apenas um período específico. O comprometimento com a não discriminação de qualquer pessoa deve ser em qualquer circunstância e todos os dias do ano.

Orgulho é sobre direitos iguais para as pessoas, e esses direitos iguais não deveriam ser guardados no armário em 1º de junho, apenas para serem reconhecidos um ano depois.


O Mês do Orgulho, mais do que um período marcado por celebrações dos mais diversos tipos, seja ação por meio de eventos, publicações ou campanhas publicitárias, também é momento de reconhecer todo o trabalho que ainda precisa ser feito no Brasil e a nível internacional. Embora a mudança social não possa acontecer da noite para o dia e nem todos possam transformar um projeto de lei, temos que fazer um esforço todos os dias.


É mais do que apenas dar às pessoas da comunidade um lugar à mesa. As pessoas LGBTI+ não precisam apenas de um assento, mas de programas, representação igualitária e respeito. Para nos considerarmos aliados, precisamos ouvir, aprender e orientar e/ou responsabilizar nossos amigos e familiares também. Pessoas LGBTI+ são LGBTI+ todos os dias!


É por isso que eles precisam de aliados todos os dias.


É por isso que o Orgulho não é apenas uma ação específica a ser realizada no mês de junho. Uma forma da empresa ser aliada a causa o ano todo é se associando ao Fórum de Direitos e Empresas LGBTI+. Criado em março de 2013, o Fórum é movimento empresarial com atuação permanente reunindo grandes empresas em torno de 10 Compromissos com a promoção dos direitos humanos LGBTI+. Espera-se que cada empresa busque cumprir com os Compromissos no relacionamento com seus diferentes stakeholders e que juntas as empresas possam influenciar positivamente o ambiente empresarial e a sociedade.


Existe urgência no nosso trabalho em direção à igualdade social. Sabemos que, a menos que os ganhos em equidade e justiça sejam mensuráveis e sustentados, não podemos considerá-los um progresso real. Por décadas, a Intel tem investido na saúde econômica e social de nossas comunidades em todo o mundo, mas o mundo continua nos dando razões inegáveis e convincentes pelas quais muito mais precisa ser feito para combater as desigualdades sistêmicas e estruturais.


Assim como integração e escala são fundamentais para as tecnologias da Intel, reconhecemos que nosso tamanho e influência nos colocam em posição de tomar medidas reais para promover a justiça social e ajudar a construir um mundo mais justo. Essa mentalidade alimenta nossas ações atuais e novos planos em todo o nosso trabalho, desde nossos funcionários e comunidades até a sociedade em geral.


Como a Intel oferece suporte à comunidade LGBTI+


Na Intel, temos orgulhosamente apoiado a comunidade LGBTI+ desde meados dos anos 90 com o iGLOBE, nosso grupo para funcionários LGBTI+ e aliados. Após a fundação do iGLOBE, começamos a intensificar e criar iniciativas que permitem um local de trabalho benéfico e seguro para nossos funcionários - dentro e fora do escritório.


Em 1997, começamos a fornecer seguro e benefícios de saúde para casais do mesmo sexo – antes da lesgilação de muitos países, e, em 2002, adicionamos a expressão de gênero e identidade às nossas políticas anti-assédio.

Em notícias mais recentes, apoiamos diversas leis nos EUA e ao redor do mundo e, desde 2016, cobrimos todos os procedimentos de redesignação ou reafirmação de gênero reconhecidos como clinicamente necessários. Desde 2019, somos empresa signatária do Fórum de Direitos e Empresas LGBTI+ e pudemos intensificar nossas ações no Brasil e aprender e trocar experiências com empresas parceiras. Desde 2021, somos empresa parceira da Transempregos e criamos, em parceria com a PrograMaria, 400 bolsas de estudos de programação para pessoas trans e travestis.


Carol Prado

Head de Comunicação da Intel

para Brasil & Canadá

e Líder do Comitê de Diversidade

e Inclusão da Intel Brasil.



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