Por quê e a quem a diversidade faz bem nas empresas?

Por Serge Giacomo – Diretor de Comunicação e Relações Institucionais da GE América Latina

A diversidade ajuda a criar o novo, é enriquecedor quando temos pessoas diferentes”. Essa frase é de Maryrose Sylvester, Presidente e CEO Global da Current, powered by GE, um dos negócios globais da empresa.

A GE está comprometida com a diversidade, não só porque é o caminho correto para se fazer negócios, mas porque é a única maneira de se fazer negócios corretamente. Como empresa global, acreditamos que temos que refletir as comunidades que servimos e com quem fazemos negócios. Estamos comprometidos em empregar uma força de trabalho diversificada, enriquecida com as mentes mais inovadoras do mundo”. Essa outra frase é do Presidente e CEO da GE, Jeff Immelt.

Como se vê, para a GE diversidade é sinônimo de novas ideias. E para mim, que trabalho na empresa, também!

A empresa acredita que um ambiente de trabalho aberto e seguro é a chave para impactar positivamente a busca por melhores práticas e resultados, e, por isso, conta com iniciativas que multipliquem a cultura da confiabilidade na empresa. Todos os funcionários da GE ao redor do mundo são convidados a participar e se envolver com essas iniciativas. Eu o fiz desde meu primeiro mês, associando-me ao grupo GLBTA, do qual acabei me tornando um dos co-presidentes globais em seguida.

A aliança global GLBTA da GE é um coletivo de afinidade cujo objetivo é engajar, representar e desenvolver talentos GLBTA (gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e aliados). Lançada globalmente em 2005, a iniciativa tem como objetivo garantir oportunidades iguais de crescimento e desenvolvimento de carreira dentro da companhia, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero de cada funcionário.

Desde abril de 2013, a iniciativa ficou mais próxima dos brasileiros com a criação do grupo GLBTA Chapter Brasil.

O grupo no Brasil acolhe centenas de pessoas – GLBTs já saídos ou não do armário, bem como Aliados, ou seja, pessoas que não necessariamente se encaixam em nenhuma das quatro primeiras letras do nome da aliança, mas que se sentem próximas delas por alguma razão: mães e pais de gays, amigos de lésbicas, colegas de alguém bi ou trans. Ou simplesmente pessoas abertas a conhecer outras pessoas com suas diferenças; que veem na diversidade sexual e/ou de expressão de gênero uma fonte de crescimento interlectual, pessoal, profissional. Gente aberta a enxergar o mundo como ele realmente é: diverso, às vezes confuso, outras vezes difícil, mas sempre surpreendemente enriquecedor.

Cultivar um ambiente que promove a diversidade permite que as pessoas sejam elas mesmas, sem ter que se esconder, e possam contribuir para debates com pontos de vista distintos. Quantas pessoas que, por medo de não ser (mais) aceitas ou outra razão qualquer, deixam parte do que são em casa, numa gaveta, e partem para o trabalho levando apenas o que elas consideram “apresentável” aos olhos da sociedade hétero-normativa.

Que bom que existem empresas que já entenderam que uma política de inclusão da diversidade permite que cada um traga o seu “eu completo” para o trabalho e que o farão em benefício de seu negócio. Sem medo, sem mentiras, sem distorsões da realidade, sem dor.

Na prática, os resultados são positivos para todos. Para os profissionais, que podem ser quem são, que podem trazer sua perspectiva do mundo e suas ideias ao trabalho. Para as empresas, que podem atrair e reter os melhores talentos independemente da orientação sexual, expressão de gênero ou outro diferencial.  E para a sociedade como um todo, tornando-a mais justa e melhor preparada para enfrentar os desafios do amanhã.

Em suma, diversidade é bom para todos. Só não é para quem ainda se acha melhor que os outros. Mas isso já é assunto para um outro texto…

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