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Nas empresas, diversidade sobrevive à onda conservadora.

Revista digital Emerge Mag publicou reportagem sobre como Nestlé e Pague Menos, signatárias do Fórum, têm aperfeiçoado programas de diversidade frente à ascensão da extrema direita.


Após décadas de conquistas, o tema diversidade, equidade e inclusão (DEI) sofreu um forte impacto em 2025. Logo ao assumir a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump emitiu decretos para proibir programas de DEI tanto no governo federal quanto no setor privado.


Frente a um cenário global incerto, Reinaldo Bulgarelli, secretário executivo do Fórum, destaca a importância de valorizar os avanços já conquistados e, principalmente, reafirmar o jeito brasileiro das empresas trabalharem com diversidade.

“Precisamos entender a realidade brasileira e a construção que fizemos em torno do tema DEI, que é referência em todo o mundo, para não trazer para cá uma realidade estrangeira equivocada.” Reinaldo Bulgarelli, secretário executivo do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+.

Nestlé Brasil lidera o ranking de diversidade entre os mais de 80 países em que a companhia suíça tem operação (foto: divulgação).
Nestlé Brasil lidera o ranking de diversidade entre os mais de 80 países em que a companhia suíça tem operação (foto: divulgação).

Referência global no tema, a Nestlé possui mais de mil funcionários com deficiência e 45% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Via autodeclaração voluntária, funcionários LGBTQIA+ somam 6,8%. Com mais representatividade em diferentes níveis hierárquicos, há mais chances da companhia entender o consumidor e identificar tendências de comportamento. No final do dia, significa ser capaz de criar produtos e serviços mais adequados às necessidades e desejos do público.

“Uma boa área de diversidade gera inclusão social, que é o correto a ser feito. Porém, para ser sustentável, é preciso ter uma visão de negócio. A diversidade melhora o desempenho da empresa.” Augusto Drummond, head de diversidade e inclusão da Nestlé.
SUSTENTABILIDADE: Pague Menos capacita funcionários em     Direitos Humanos.
SUSTENTABILIDADE: Pague Menos capacita funcionários em Direitos Humanos.

A rede de farmácias Pague Menos é outro exemplo. Desde 2022, a empresa mantém um programa de diversidade. Os funcionários são capacitados em temas como comunicação inclusiva e comunicação não-violenta.

“Aprendemos, ao longo do caminho, que diversidade não se faz com fórmulas prontas. É preciso escutar, adaptar e ter coragem para mudar estruturas”. Rosi Puccetti, vice-presidente de gente, sustentabilidade e estratégia da Pague Menos.

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